domingo, 29 de setembro de 2013

A Evolução do Fusca Nacional



A evolução do Fusca nacional

Apresentaremos aqui uma linha do tempo que demonstre as principais modificações sofridas pelos Fuscas nacionais em sua trajetória de produção. O que consta aqui está incompleto, e convidamos os visitantes a contribuir com a elaboração e melhoria dessa linha, por enquanto bastante básica, para que ela seja uma referência consistente e mais detalhada da evolução do Fusca brasileiro. Para tanto, os dados lançados precisam ter referência sólida. Coisas como “o meu vizinho disse que seu sogro contou que...” etc. não servem como dados confiáveis. As evidências sem fonte material têm seu valor, mas precisam ser testadas antes de virarem dado seguro, contrapondo-se informações e bibliografias.

O nosso Fusca seguiu trajetória distinta a do alemão, de modo que as modificações no caso da versão nacional sempre foram mais sutis e demoraram ainda mais a aparecer (quando apareceram!) do que as apresentadas na versão de Wolfsburg. Além disso, a Volkswagen do Brasil não se preocupou em catalogar e arquivar esses dados históricos para a posteridade, uma política totalmente oposta à da Volkswagen alemã.

É em 1959 que o Fusca nacional é lançado, ainda com muitas partes importadas, mas que em poucos anos logo seriam totalmente tupiniquins. À medida em que a produção nacional passou a dar conta da demanda interna, cada vez menos unidades importadas passaram a ser trazidas, de modo que o último Sedan alemão importado registrado é do ano 1960.

A maioria das informações oficiais se perderam, as referências que sobraram às vezes são contraditórias e muita “salada” era feita pela Volkswagen do Brasil em sua linha de produção, onde padrões oficiais eram freqüentemente burlados... por ex., o padrão de estofamento dos Fuscas 1964: saíram em dois tipos, um - o dos modelos anteriores, o outro o que deveria ser o novo tipo, mas já na propaganda veiculada era um híbrido dos dois. Portanto, é tarefa braba a de resgatar esses dados. Entretanto, a dificuldade em se achar informações precisas não deve ser desculpa para nos ausentarmos de critérios quanto a restaurações e pesquisas sérias. Se nem a própria montadora brasileira tratou de conservar arquivos e registros para a posteridade, cabe aos entusiastas, ou seja, a nós, apaixonados incondicionais pelo Fusca, a tarefa de resgatar essa história que tanto nos fascina.

LINHA DO TEMPO: FUSCA BRASILEIRO – 1959 A 1986 E 1993 A 1996




1959:
início da produção, no dia 3 de janeiro; a inauguração oficial deu-se só no fim do ano, em 18 de novembro, com direito a passeio do presidente JK às instalações da fábrica, em um cabriolet 1958. O Fusca nacional 1959 seguia em muito o modelo alemão do mesmo ano, mas mantendo o esquema “carroceria mercado Europeu”, com as setas “bananinhas”, mas com pára-choques “mercado norte-americano”, de lâmina dupla. O escudo do capô dianteiro é exclusivo da versão brasileira: é o brasão da cidade em que se localiza até hoje as instalações da fábrica, São Bernardo do Campo.

1961:
a partir da segunda série daquele ano (lançada no mês de março), as setas indicadoras da direção (“bananinhas”) são substituídas pelos piscas nos pára-lamas, mas mantendo-se as lanternas traseiras do modelo anterior. Mais inovações: o Fusca ganha uma caixa de mudanças totalmente sincronizada, além do marcador de combustível e alça do passageiro carona, também situada no painel.

1962:
novas lanternas traseiras, maiores. Não saiu Fusca 1962 com lanternas traseiras pequenas, ao contrário do que o senso comum crê.

1964:
novos bancos, para algumas séries; em outra(s), mantém-se o da versão anterior.

1965:
a lanterna de iluminação da placa traseira é ampliada; novos piscas dianteiros, também maiores. Versões “Pé-de-boi” e “Cornowagen” lançadas (consultar Glossário)

1966:
a partir da segunda série de 1966, o Sedan vem com o vidro traseiro maior.



1967:
lançado o Sedan 1300 – motor 1300, rodas com ventilação, novos bancos e forros de porta A segunda série do ano 1967 traz o sistema elétrico em 12 Volts, substituindo o anterior, de 6 Volts.

1969:
o Fusca finalmente ganha espelho retrovisor externo.

1970:
a partir da segunda série de 1970, o Sedan 1300 ganha uma série de inovações, tais como novos pára-choques, novos capôs e painel com partes plásticas (em preto); é lançado o Fusca 1500 (“Fuscão”), uma versão mais esportiva do Sedan: contava com bitola traseira mais larga, rodas com quatro furos e calotas “chatas”, lanternas traseiros e capô diferenciados, bancos em gomo com painel revestido em material imitando jacarandá.

1973:
novos pára-lamas dianteiros, com farol “em pé”.

1974:
surge a “orelhinha”, respiro situado atrás das janelas traseiras. Lançada a versão Bizorrão.

1976:
lançado o Sedan 1600, em substituição ao 1500.

1978:
o bocal de abastecimento passa a se localizar na lateral do carro.

1979:
novas lanternas traseiras, ainda maiores, que se tornaram conhecidas por “Fafá”, em alusão à cantora Fafá de Belém. Novo espelho externo, em plástico preto e retangular. A versão a álcool começa a ser oferecida.

1983:
mantém-se em linha apenas o Sedan 1300, que pela primeira vez é chamado oficialmente pela montadora de “Fusca”.

1984:
sai o 1300 de linha, entra um novo 1600.



1986:
painel revestido, bancos reclináveis com apoio para a cabeça e volante espumado. Último ano da produção: a série especial “Última Série” marca o fim deste ciclo.

1993:
reinício da produção. O motor é 1600, gasolina ou álcool, com catalisador (por exigência de Lei). Novos bancos, forros e acabamentos. Friso lateral adesivo, amarelo, logotipo Volkswagen deslocado para o capô traseiro, novo emblema “Fusca”, pára-choques na cor do carro.



1996:
Finaliza-se a produção. Últimas unidades constituem




 a “Série Ouro”.

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